Temple Grandin é uma
americana que sofre de autismo e que nasceu em uma família que decidiu não
permitir que a garota passasse por situações que a inferiorizasse. Assim, ela
frequentou diferentes escolas e a universidade, mesmo não acreditando que
poderia se dar bem no instituto da graduação.
Sua história virou um filme e o que poderia ter se tornado um
dramalhão com o intuito de arrancar lágrimas dos mais sensíveis, acabou virando
um relato maduro e emocionante do caminho percorrido por Temple, com as
motivações que ela teve para continuar estudando e também com o que precisou
enfrentar para que sua voz fosse escutada com atenção.
Na década de 60 o autismo ainda era descrito com algumas
incertezas e as esperanças médicas podiam ser bastante pequenas, mas o isolamento
causado pela disfunção pôde fazer com que a percepção de Temple sobre o
funcionamento de procedimentos em fazendas se sobressaísse perante a dos
trabalhadores dessa área.
O filme começa mostrando o período em que Temple passou na
fazenda de sua tia, onde deu as primeiras demonstrações de interesse no
trabalho com animais. Pouco antes de entrar na faculdade a então adolescente
estava insegura e não tinha certeza do que poderia ser o seu foco.
A
sensibilidade com que o filme trata as angústias de Temple é tocante e a
interpretação de Claire Danes (da série Homeland) no papel-título faz com que
nos sintamos na pele da personagem.
Danes foi premiada com o
Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV em 2011
por este papel e deixou para trás nomes como o de Judi Dench (Cranford).

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