Nem só de “filmes-cabeça” vive o cinema europeu. Pra muitos,
isso não é novidade, mas para quem não está familiarizado com títulos da
região, Cidadão do ano pode ser um
bom começo para descobrir o que os noruegueses podem proporcionar.
Com Stellan
Skarsgård (Ninfomaníaca) na pele de Nils
Dickman, acompanhamos um homem eleito cidadão do ano devido seu trabalho, que
consiste em retirar e neve da gelada Noruega. Quando Nils fica sabendo da morte
do filho, supostamente causa por uma overdose, ele resolve tirar a história a
limpo.
O que
acontece a seguir é uma perseguição a cada um que pode estar envolvido na morte
do rapaz. Nils, antes um cidadão pacato, se revela um homem com sede de sangue
e de vingança.
Porém, não
espere por cenas apelativas e mortes desnecessárias. A história é preenchida
por um misto de humor-negro com a tensão em tentar descobrir quando Nils
conseguirá chegar ao mandante do assassinato do filho.
Pål Sverre
Hagen, de Expedição Kon Tiki dá vida
a um vilão cômico e egocêntrico. Seu personagem se alterna entre o imperdoável
chefe do tráfico de drogas e o pai cuidadoso que luta para mostrar que também
pode ser responsável pela criação do filho.
O que
começa com um simples acerto de contas toma grandes proporções, envolvendo
traficantes de diferentes regiões, o clima gelado do país e emoções humanas.
Ao lado de Headhunters, Cidadão do ano é um dos maiores suspenses dos últimos anos. Foi
exibido na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de
Berlim de 2014.

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