quinta-feira, 7 de julho de 2016

Os melhores do primeiro semestre de 2016

O ano de 2016 já está na metade e merece uma seleção do que foi exibido nos cinemas. Separei com cuidado os melhores filmes porque estamos em um momento cinematográfico bacana, com variação de temas para diferentes públicos.


1)      Cinco Graças

A ideia de preservar a virgindade feminina através do poder é bem antiga, mas continua presente nos dias de hoje, mesmo que se mostre de modo bastante discreto. Para diversas jovens a cobrança por uma postura mais madura surge com a primeira menstruação e, com ela, vem os compromissos e a proibição de fazer o que gosta. O triunfo de “Cinco Graças” é mostrar de modo simples e realista a reação de cada uma das irmãs diante de tudo o que está acontecendo com elas. O filme se passa na Turquia, mas representou a França no Oscar 2016.


2)      Os 8 odiados

Nem todo mundo está familiarizado com o trabalho do Quentin Tarantino. Para quem gosta são três rápidas horas que se passam tranquilamente, enquanto o espectador se diverte com diálogos bem concebidos, personagens peculiares e grandes surpresas. Nem todo mundo gostou do resultado, mas é necessário reconhecer a evolução no trabalho de Tarantino e seu cuidado em todos os campos.


3)      Capitão América: Guerra Civil

Para quem gosta de filmes de ação ou de super-heróis o mais recente filme da Marvel é um deleite. Tem uma boa trama, reunião de diversos personagens, drama e tons de comédia. Não é inovador, mas bastante divertido.


4)      A ovelha negra

Grande filme islandês que relata o drama dos irmãos que não se falam há 40 anos e precisam se unir por uma causa maior. Tem poucos diálogos e mostra de maneira divertida, sensível e comovente o clima gélido da região e apresenta o dia a dia de quem se dedica a criação de ovelhas. A reviravolta acontece quando doença de um dos animais coloca os dois irmãos em uma posição de resistência.


5)      De amor e trevas


A bela estreia na direção de Natalie Portman foi muito melhor do que eu imaginei. Não conheço o trabalho do escritor Amós Oz e não sabia de sua história de vida. A infância e adolescência do israelense se entrelaçam com o reconhecimento do Estado de Israel. O ideal é não se informar demais a respeito antes de assistir porque, por se tratar de um escritor conhecido, a internet está repleta de informações a seu respeito e pode entregar parte do filme. É poético e sensível.


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