O ano de 2016 já está na metade e merece uma seleção do que
foi exibido nos cinemas. Separei com cuidado os melhores filmes porque estamos
em um momento cinematográfico bacana, com variação de temas para diferentes
públicos.
1) Cinco
Graças
A ideia de preservar a virgindade feminina através do poder
é bem antiga, mas continua presente nos dias de hoje, mesmo que se mostre de
modo bastante discreto. Para diversas jovens a cobrança por uma postura mais
madura surge com a primeira menstruação e, com ela, vem os compromissos e a
proibição de fazer o que gosta. O triunfo de “Cinco Graças” é mostrar de modo
simples e realista a reação de cada uma das irmãs diante de tudo o que está
acontecendo com elas. O filme se passa na Turquia, mas representou a França no Oscar 2016.
2) Os
8 odiados
Nem todo mundo está familiarizado com o trabalho do Quentin
Tarantino. Para quem gosta são três rápidas horas que se passam tranquilamente,
enquanto o espectador se diverte com diálogos bem concebidos, personagens
peculiares e grandes surpresas. Nem todo mundo gostou do resultado, mas é
necessário reconhecer a evolução no trabalho de Tarantino e seu cuidado em
todos os campos.
3) Capitão
América: Guerra Civil
Para quem gosta de filmes de ação ou de super-heróis o mais
recente filme da Marvel é um deleite. Tem uma boa trama, reunião de diversos
personagens, drama e tons de comédia. Não é inovador, mas bastante divertido.
4) A
ovelha negra
Grande filme islandês que relata o drama dos irmãos que não
se falam há 40 anos e precisam se unir por uma causa maior. Tem poucos diálogos
e mostra de maneira divertida, sensível e comovente o clima gélido da região e apresenta o dia a dia de quem se dedica a criação de ovelhas. A reviravolta
acontece quando doença de um dos animais coloca os dois irmãos em uma posição
de resistência.
5) De
amor e trevas
A bela estreia na direção de Natalie Portman foi muito
melhor do que eu imaginei. Não conheço o trabalho do escritor Amós Oz e não
sabia de sua história de vida. A infância e adolescência do israelense se
entrelaçam com o reconhecimento do Estado de Israel. O ideal é não se informar
demais a respeito antes de assistir porque, por se tratar de um escritor
conhecido, a internet está repleta de informações a seu respeito e pode
entregar parte do filme. É poético e sensível.

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